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Reforma Trabalhista, ainda é tempo de resistir.

Escrito por: Márcio Kieller, secretário-geral da CUT Paraná

08/11/2017

Em novembro entra em vigor a lei 13.467/2017 que altera drasticamente a regra das relações trabalhistas no Brasil e trás enormes consequências para a classe trabalhadora, por que é uma reforma feita para um seleto grupo de empresários nacionais e internacionais. A aprovação dessas reformas confirma o que diz alto e em bom tom pelos movimentos sindical e social, em especial pelo movimento sindical CUTista: Que o Brasil esta sob uma feroz luta de Classes.

O acirramento dessa luta de classes num momento em que a classe trabalhadora no Brasil vivia seu momento de ápice, quase atingindo o pleno emprego em 2013. Estava na busca pelo trabalho decente, lutando pela erradicação do trabalho análogo ao trabalho escravo no país. Além disso, lutava nesse período de governos democráticos e populares por uma política de valorização do salário mínimo, politica essa conquistada com valorização dos salários acima da inflação até o ano de 2019, com a possibilidade de prorrogação até o ano de 2023, fruto da organização e das mobilizações das Centrais Sindicais, Confederações, Federações e Sindicatos estava com votando o pendulo para a classe trabalhadora com os governos democráticos e populares aplicando fortes e claras políticas de inclusão social. Em 2015 as elites empresárias e midiáticas reacionárias e conservadoras que não aceitavam esse momento que vivia da classe trabalhadora no Brasil, deram o Golpe!

Golpe institucional e parlamentar que teve guarida de setores do poder judiciário e contou com o apoio do grande empresariado nacional e internacional que exigiram a aprovação das reformas trabalhistas, das terceirizações, o enxugamento do Estado, o congelamento de gastos e dos investimentos sociais como forma de retribuição a ajuda financeira em apoio ao golpe institucional e parlamentar. E na ânsia de agradar e agradecer a esses setores o governo ilegítimo de Temer foi ao limite de rever, inclusive, as regras que eram modelos do Brasil para o mundo todo, de combate ao trabalho análogo ao trabalho Escravo.

Como forma de resistir à retirada de direitos e lutar por nenhum direito a menos a 15ª Plenária/Congresso Extraordinário da Central Única dos Trabalhadores - CUT que realizou se no mês de agosto aponta como resistência uma grande campanha nacional para anular a reforma trabalhista e as terceirizações através da coleta mais de 1,3 milhões de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular – PILP, para ser encaminhado ao Congresso Nacional no sentido de anular as reformas. A campanha pela anulação das reforma é um trabalho árduo e burocrático que pode ter rasuras. A ideia inicial é coletar as assinaturas já na data da entrada em vigor da lei 13.467/2017 que é no dia 11 de novembro para fazer a entrega com um grande ato nacional contra as reformas.

Nesse sentido estão sendo formados comitês pela anulação da reforma no Paraná inteiro. Pois a campanha não acaba em novembro, continua até atingir o número suficiente de assinaturas. E você trabalhadora e trabalhador pode ajudar procurando seu sindicato para assinar a projeto, ou mesmo entrando no site da campanha: www.anulareforma.cut.org.br lendo as orientações e imprimindo o formulário para coletar entre a seus amigos, parentes e colegas de trabalho e posteriormente entregando no seu sindicato ou na sede da CUT/Pr. Rua João Manoel 444 – Bairro: São Francisco.

Trabalhadoras e trabalhadores contra a retirada de direitos, as terceirizações e a reforma trabalhista ainda é tempo de resistir.

Márcio Kieller – Secretário Geral da CUT/PR e Mestre em Sociologia Política pela UFPR  

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