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Congresso extraordinário da CUT Paraná: unidade e resistência

19/06/2017

Abertura do evento destacou a importância destes fatores para o futuro da classe trabalhadora.

Escrito por: CUT Paraná

 

A CUT Paraná promove nesta sexta-feira (16) e sábado (17), em Foz do Iguaçu, na região Oeste do Paraná, o seu Congresso Extraordinário. O evento reúne dirigentes sindicais, trabalhadores da base e movimentos sociais de todo o Estado para debater a conjuntura estadual, nacional e para traçar os planos de luta para o próximo período. Durante a abertura do evento as palavras mais ouvidas foram unidade e resistência, simbolizando as ações imprescindíveis para enfrentar a onda de ataques aos direitos sociais.

A vice-presidenta da CUT Nacional, Carmen Foro, ressaltou a importância deste encontro. “A ideia de fazer um congresso extraordinário é para um momento de exceção. Não podemos, neste cenário, ter um congresso com a mesma normalidade. Precisamos promover o debate em caráter extraordinário. Essa foi a primeira questão colocada pela CUT”, afirmou.

Para enfrentar esse cenário, segundo a presidenta da CUT Paraná, Regina Cruz, a unidade é imprescindível e há muitos exemplos disso no movimento sindical. “Quando enfrentamos o Governo Beto Richa e seu massacre contra a classe trabalhadora, no dia 29 de abril, cinco dias depois como apoio da Bia (Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT Minas Gerais) e começamos a construir o Fórum de Lutas 29 de abril, a exemplo do que foi feito em Minas. Aprendemos que sozinhos não vamos para lugar nenhum e unidos construiremos muito mais lutas”, analisou Regina.

Além do Fórum, a Central no Paraná participa ativamente da Frente Brasil Popular, organização que promove o combate ao golpe suas consequências em todo o Brasil. O representante do Movimento dos Atigindos por Barragens e também da frente no Paraná, Robson Formica, destacou o papel da CUT nesta construção. “Que a CUT continue firme na construção da frente, nas lutas e batalhas e da frente, com todo o seu protagonismo”, projetou.

O resultado desta unidade torna-se um movimento que amplia a resistência e gera resultados políticos. O deputado estadual Professor Lemos analisou essa situação. “Somos uma base pequena de oposição na Assembleia Legislativa, mas nos tornamos grandes quando vocês se organizam e pressionam como aconteceu em alguns momentos. No caso dos servidores públicos, no início de 2015, quando milhares compareceram à Assembleia Legislativa. Mesmo colocando deputados em um camburão o governador teve que recuar e os direitos foram mantidos”, recordou.

O deputado federal Enio Verri reforçou a importância do congresso. Segundo ele, eventos como este fortalecem a disposição no combate aos retrocessos na Câmara Federal. “Hoje são três bancadas em um só, que chamamos de BBB. Boi, Bala e Bíblia. Bancadas altamente conservadoras. Para eles o Brasil deveria estar, no máximo, no século XVIII”, criticou Verri.

A ex-deputada estadual, Luciana Rafagnin, representou a presidenta nacional do PT e senadora, Gleisi Hoffman. Ela ressaltou a história da Central, que ajudou a fundar e construir no Paraná. “Tenho certeza que a CUT tem grande responsabilidade pelo projeto que aconteceu em nosso País entre 2003 e 2013 quando tiramos mais de 36 milhões de pessoas da extrema pobreza, quando conseguimos fazer que mais de 40 milhões de pessoas ascendessem para a classe média e quando geramos mais de 20 milhões de empregos no Brasil”, comentou.

“Precisamos aprender sempre. Hoje temos 50% de mulheres no plenário, mas não temos 50% de mulheres nesta mesa de abertura. A nossa geração é extremamente machista. Precisamos ter esse cuidado de fazer mudanças, inclusive trazendo a juventude para o nosso lado”, analisou o deputado estadual Tadeu Veneri, avaliando a participação feminina nos espaços de poder e de debate.

Representando as centrais sindicais do Cone Sul, o dirigente Gustavo Spíndola, da CUT-A, do Paraguai, reafirmou a parceria entre as entidades. “Estamos aqui para dar apoio e acompanhar. Estamos à disposição para participação em lutas conjuntas contra a retirada de direitos. Em nosso País também estamos sofrendo com isso”, ilustrou o dirigente paraguaio.

O representante da Confederação Sindical das Américas (CSA), Rafael Freire, recordou que é preciso saber quando se está do lado certo da história. “Nós fazemos parte da humanidade que lutou contra a inquisição onde as mulheres eram queimadas nas fogueiras, que lutou contra a escravidão, fazemos parte da história que lutou contra o nazismo na Alemanha e contra o fascismo na Espanha e em Portugal. Fazemos parte da história que derrotou Fulgêncio Batista em Cuba. Nós fazemos parte da geração que lutou contra a ditadura militar no Brasil. Toda essa parte da humanidade, nos diversos períodos históricos, passou por muita dificuldade, mas todos e todas estavam do lado certo da história”, ilustrou.

Já o dirigente do Sindicato dos Eletricitários de Foz do Iguaçu (Sinefi), que sedia o evento, Paulo Henrique, reforçou a importância de dois pontos centrais. Insistiu na questão da unidade mas também falou da importância da disputa de narrativas. “Quero falar da comunicação. Creio que, muitas vezes, falamos para nós mesmos e aí o efeito é reduzido. Precisamos conseguir falar com a sociedade”, enfatizou.

Vídeo – Durante a abertura do Congresso Extraordinário da CUT Paraná também foi apresentado o vídeo produzido pela Popolo Filmes sobre a Jornada de Lutas. Realizada nos dias 9 e 10 de maio, em Curitiba, a produção traz imagens e falas de personalidades que participaram da construção destes dias históricos em Curitiba. 

Veja as fotos do Congresso clicando aqui

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