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Plenária das mulheres reforça importância da participação feminina nos espaços de poder

19/06/2017

Encontro abriu as atividades do Congresso Extraordinário da CUT Paraná.

Escrito por: CUT Paraná



O Congresso Extraordinário da CUT Paraná teve como sua primeira atividade a Plenária das Mulheres. Realizado na manhã desta sexta-feira (16), o encontrou ressaltou a importância da participação das mulheres nos espaços de poder, bem como o caráter misógino do golpe de 2016.

“Acho essencial uma mesa com a participação das companheiras para interpretarmos esse momento político. Todos sabemos que houve um golpe, nós disputamos essa narrativa. Mas também sabemos que foi um golpe com ruptura democrática e com a presença muito forte do patriacardo, com um caráter de misoginia”, avaliou a vice-presidenta da CUT Nacional, Carmem Foro.

A presidenta da CUT Paraná, Regina Cruz, recordou a forma machista como a presidenta Dilma Rousseff foi tratada, com xingamentos de caráter misógino. Embora tenha comemorado o crescimento de mulheres na presidência das CUT’s estaduais – atualmente são 8 em 27 estados – ela alertou para a baixa participação nos espaços de poder. “Atualmente 12% dos parlamentares na Câmara Federal são mulheres e 14% no Senado Federal. Talvez se tivéssemos 50% de mulheres nestes espaços a conversa seria diferente. Por isso é importante elegermos mulheres para cargos de poder público, não apenas nos sindicatos”, analisou Regina.


A representante da Marcha Mundial das Mulheres, Juliana Mittelbach, analisou o cenário do ponto de vista das mulheres negras. “Estamos sempre um passo atrás. Enquanto a luta feminista é para equiparar os direitos aos homens, nós precisamos ainda equiparar às mulheres brancas. Se os vencimentos da parcela feminina da população é 30% menor que os homens, no nosso caso, é ainda menor”, afirmou. Juliana ainda reforçou as mulheres negras são as maiores vítimas de violências como estupro, mortes por abortos clandestinos, feminícidios, entre outros.

Sandra Marli da Rocha Rodrigues,da direção nacional do Movimento de Mulheres Camponesas, avaliou o caráter estratégico do golpe. De acordo com ela, os recursos naturais do Brasil também estão em jogo no atual cenário. “Dizem que a Amazônia é a grande reserva de biodiversidade. Mas a maior está no cerrado brasileiro. Há interesse no subsolo brasileiro, com outro, gás natural, calcário, nóbio e uma série de outros minérios”, completou.

Clube de leitura – A secretária da mulher da CUT Paraná, Anacélie Azevedo, apresentou os projetos desenvolvidos na sua área. Ela destacou o Clube de Leitura Feminista que promove, toda última sexta-feira do mês, o estudo da participação das mulheres na Revolução Russa. “Podemos observar que de 100 anos para cá vivemos com os mesmos problemas que as mulheres viviam em 1917”, comentou.

O clube teve seu primeiro encontro em maio e ainda é possível participar. Para isso basta entrar em contato com a secretaria pelo e-mail [email protected]

Veja as fotos do Congresso clicando aqui

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