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Financiários debatem precarização do trabalho depois das reformas

05/06/2017

Organização e resistência são as chaves para reverter os retrocessos.

Escrito por: Camila Cechin / SEEB

Magda Biavaschi

Na tarde desta sexta-feira, 2 de junho, durante a 2ª Conferência Nacional dos Financiários, a desembargadora Magda Biavaschi alertou sobre o enfraquecimento das instituições que atuam na defesa dos trabalhadores, como Justiça do Trabalho e Sindicatos, e afirmou que somente a organização e a resistência são capazes de reverter a retirada de direitos.

" A terceirização irrestrita que acabou de ser aprovada pelo Congresso é predatória e acentua a desigualdade social e ainda fragiliza as relações dos trabalhadores com suas organizações representativas. Além de sabermos que o trabalhador terceirizado ganha menos e não tem os mesmos direitos. A reforma trabalhista é um aprofundamento dos graves problemas que a categoria financiária já vem tentando combater há bastante tempo" afirma Biavaschi.

A desembargadora aponta que os direitos sociais do trabalho, previstos na constituição, só têm eficácia quando o capital está regulado, e que os trabalhadores ficam desprotegidos da maneira como as reformas foram apresentadas, já que foram demandadas por instituições como CNI e Febraban (instituições patronais).

"A reforma trabalhista permite a renuncia de direitos. Ao permitir a negociação individual, despreza que o patrão tem muito mais força na hora de negociação. As reformas acabam com o direito do trabalho, ninguém mais estará protegido e o pior é que não teremos a justiça do trabalho para recorrer. É um retrocesso total" lamenta a desembargadora.

Estudos recentes da OIT, com 63 países, demonstram que a reforma trabalhista reduz salário e não gera mais empregos, contrariando os argumentos do governo. Além disso, há uma piora nas condições de trabalho, como por exemplo, o chamado contrato intermitente que permite que o trabalhador ganhe apenas pelas horas efetivamente trabalhadas e que fique totalmente a disposição do empregador, caso não esteja disponível a reforma prevê que o trabalhador seja penalizado com multa.

"Estamos de volta ao passado, no século XIX, quando os trabalhadores tinham condições semi-escravas e passaram a demandar do estado normas de saúde e proteção ao trabalho, que são construções históricas, conseguidas com muita luta. Precisamos lembrar que o direito não é dado, é uma conquista. Somente a união é capaz de transformar a realidade", finaliza Biavaschi.

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